segunda-feira, 14 de setembro de 2009



Deixada por muitos, acolhida por importantes.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Filosofia


Entrei e vislumbrei uma harmonia imensa. Uma união inacreditável. Fez esquecer o mundo insensato lá fora. Fez querer saltar do precipício que era aquela sociedade para o pequeno vale verdejante cheio de vida que se abria através daquele portão de ferro, velho e enferrujado. Uma casa de amizade, sede de recordações, habitação de aventura. Todos seguiam aquela filosofia como modo de vida, alegres faziam as suas caminhadas, prestavam serviços e davam sempre o seu melhor. Ajuda era a palavra de eleição. Sentimentos tristes eram inibidos de entrar ali, punidos a subir todo aquele abismo, aquela encosta escarpada, rochosa, cheia de feridas sentimentais esculpidas pelo tempo. Esses sentimentos são os únicos que os que estão para lá do portão não ajudam, esses são permitidos irem sozinhos, porque as pessoas que habitam lá, naquela sede daquilo tudo, não deixam, não permitem, fazem de tudo para que não os possuam. Olham por eles e pelos outros. Não deixam ninguém para trás. Tratam-se como irmãos e formam uma grande família. Desde criança envelhecem juntos, crescem em pessoas e tornam-se melhores. Ensinam os outros, mas aprendem uns com os outros. Sabem ouvir e escutar, o que cada vez e mais difícil. Mais difícil ainda e não julgar os outros e os que estão atrás desse portão não o fazem. São verdadeiras super-pessoas. Esses portões estão espalhados pelo mundo, dispostos a abrir portas para quem quiser entrar. Aprendem a lidar com cada um, aceitam diferenças porque para eles e para mim somos todos iguais. Puxam uns pelos outros na caminhada que e a vida, nocturna ou diária. Ajudam a perder medos, ganhar confianças e desenvolver capacidades. Enaltecem qualidades e defeitos ajudam a melhorá-los. Esta sim e uma filosofia a seguir.

Trunfos


Somos peões, jogadores de um jogo que se chama vida. Encaremos como um jogo de dados. Nós os jogadores fazemos de nós mesmos, os dados interpretam o papel das nossas escolhas e o tabuleiro do jogo os vários destinos possíveis. Joguemos. Nós, os jogadores, atiramos a nossa sorte, fazemos as nossas escolhas e consequentemente teremos o destino que nos calhou. Como no jogo, atiramos o dado e dependendo do numero que sair assim saltamos as casas e ultrapassamos os obstáculos que o tabuleiro nos apresenta. Mas agora uma partida de cartas, teremos de mudar os papeis. Nós somos nós, a vida a aposta e a carta as escolhas adiadas por meros medos e incertezas. Será que arriscamos mandar a carta para a mesa? Valerá a pena aquela escolha? Será bom tomar aquele partido e tomar aquela decisão? E se deitarmos tudo a perder? O outro jogador poderá tomar vantagem, mas o que acontecerá se na arriscar-mos? Teremos para sempre esse peso na consciência. Nos somos fortes e teremos de arriscar e sermos Homens e arcar com as consequências, porque a vida faz-se de perdas e vitorias. A vida assemelha-se a um jogo e nós somos os trunfos.

Chave


Dei comigo a pensar naquilo que nos move, que nos guia, que nos orienta, mas acima de tudo, aquilo que nos mantém vivos...Cientificamente temos o coração que nos bombeia sangue por todas as partes do nosso corpo, mas isso toda a gente aprende na escola. Isto tudo cienficamente. Mas acho que grande parte daquilo que somos hoje, da nossa personalidade, deve-se aquilo que fomos ontem, à uma semana, ao nosso passado. Deve-se aos erros, as nossas escolhas, as nossas amizades, caminhadas, certezas e incertezas, duvidas infundadas e confusões irracionais. Tudo aquilo que fomos e passamos para hoje sermos. A vontade de descobrir o amanha, melhorar o que fomos ontem, desfazer erros cometidos, avançar com as nossas escolhas, percorrer as nossas caminhadas, alimentar as nossas amizades, ter a certeza do que somos, a incerteza do que iremos ser, fundar e esclarecer duvidas, desbravar caminho, ir a descoberta do desconhecido. Isso sim dá-nos força para continuar, não é apenas um coração bombeante, esse simplesmente ajuda na concretização. A força de vontade, a descoberta, a amizade e o amor são as palavras chave daquilo que nos move.

À deriva


Isolada, afastada do mundo. Será que é bom!? Será que faz bem!? Ajuda!? Perguntas inúteis para quem não passa por isso. O isolamento trás sempre consigo a sua fiel amiga solidão. Outro sentimento triste, sombrio, de que toda a gente foge mas a que dada altura é inevitável. Cai-se tão fundo que não existe mais esperança, não existe nenhum alento, nenhum conforto, nenhuma palavra que nos consiga fazer levantar. Ouvi dizer muitas vezes que os amigos tão lá quando nós precisamos, mas será realmente assim!? Não lhes afectará o comodismo e quando for a altura de nos amparar a queda se afastarão para seu próprio bem-estar? Eu espero que isso não passe de uma hipótese. Quero acreditar que sim, amigos verdadeiros realmente existem que eu os tenho para que nunca me deixem entrar nessa sala isenta de cor, escura, sem sentimentos. Não me deixarão viver na solidão, eu conto convosco. Eu sei que esse espaço não me pertence nem eu possuo um lugar la. Mas a essa sala eu nunca quero ir, nem passar no corredor em que se situa. E prometo que de tudo farei para que nenhum de vós tente sequer atravessar essa porta obscura que abre o portal da infelicidade.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ela


Guarda-jóias. Uma mera e simples caixa que guarda o que mais precioso a pessoa tem. O que a pessoa tem mais medo de perder, guardado num cubículo de madeira, com uma fechadura que abre com uma chavinha pequena como a dos nossos queridos diários. Aquela chavinha poderosa que abre o nosso mundo, a nossa alegria, a nossa transparência apartir das nossas jóias. Guarda ali memorias, guarda ali sentimentos que outrora estiveram ligados aquelas bijutarias, aqueles ouros e pratas gastos, de tanto usados, ou tão novos do medo de os estragar, que assim permanecem na caixa cheios de carinho e estimação. És uma confidente, guardadora de sentimentos, emoções e memorias, ligações intensas a pessoas e coisas. A chave que te abre não a confio a ninguém. Só eu, eu sou a única que sei o que tu guardas dentro de ti, só partilhas comigo, minha guardadora. Guardas as minhas jóias.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Amizade


Agora percebo o seu significado. Sei que os amigos é a melhor coisa que se pode ter. São a nossa força, a nossa alegria, parte da nossa vida. Constroem connosco a sua personalidade, logo são inseparavéis. Se se perde uma amizade, um vazio enorme cresce dentro do nosso coração. E choramos, choramos até não podermos mais. Mas a amizade faz-se de perdão. Somos desculpados e a alegria volta a florescer. Cresce em nós como uma flor numa árvore na primavera que depois dá um fruto delicioso e apetecível. Passamos com eles momentos inesquecíveis, ficam gravados na nossa memória para toda a nossa existência. A amizade perdura, já que amigos verdadeiros têm um lugar no coração. Serão sempre lembrados tanto pelos momentos alegres mas tambêm quando estiveram lá para nos amparar a queda que se eles não nos ajudassem batíamos tão fundo, tão fundo que já era impossivel recuperar. Ás vezes tornam-se tão ou mais importantes quanto a família. Chamamos-lhes de irmãos, e é o que realmente significam. Os amigos são tudo, literalmente.