quarta-feira, 5 de agosto de 2009

À deriva


Isolada, afastada do mundo. Será que é bom!? Será que faz bem!? Ajuda!? Perguntas inúteis para quem não passa por isso. O isolamento trás sempre consigo a sua fiel amiga solidão. Outro sentimento triste, sombrio, de que toda a gente foge mas a que dada altura é inevitável. Cai-se tão fundo que não existe mais esperança, não existe nenhum alento, nenhum conforto, nenhuma palavra que nos consiga fazer levantar. Ouvi dizer muitas vezes que os amigos tão lá quando nós precisamos, mas será realmente assim!? Não lhes afectará o comodismo e quando for a altura de nos amparar a queda se afastarão para seu próprio bem-estar? Eu espero que isso não passe de uma hipótese. Quero acreditar que sim, amigos verdadeiros realmente existem que eu os tenho para que nunca me deixem entrar nessa sala isenta de cor, escura, sem sentimentos. Não me deixarão viver na solidão, eu conto convosco. Eu sei que esse espaço não me pertence nem eu possuo um lugar la. Mas a essa sala eu nunca quero ir, nem passar no corredor em que se situa. E prometo que de tudo farei para que nenhum de vós tente sequer atravessar essa porta obscura que abre o portal da infelicidade.

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