quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Filosofia


Entrei e vislumbrei uma harmonia imensa. Uma união inacreditável. Fez esquecer o mundo insensato lá fora. Fez querer saltar do precipício que era aquela sociedade para o pequeno vale verdejante cheio de vida que se abria através daquele portão de ferro, velho e enferrujado. Uma casa de amizade, sede de recordações, habitação de aventura. Todos seguiam aquela filosofia como modo de vida, alegres faziam as suas caminhadas, prestavam serviços e davam sempre o seu melhor. Ajuda era a palavra de eleição. Sentimentos tristes eram inibidos de entrar ali, punidos a subir todo aquele abismo, aquela encosta escarpada, rochosa, cheia de feridas sentimentais esculpidas pelo tempo. Esses sentimentos são os únicos que os que estão para lá do portão não ajudam, esses são permitidos irem sozinhos, porque as pessoas que habitam lá, naquela sede daquilo tudo, não deixam, não permitem, fazem de tudo para que não os possuam. Olham por eles e pelos outros. Não deixam ninguém para trás. Tratam-se como irmãos e formam uma grande família. Desde criança envelhecem juntos, crescem em pessoas e tornam-se melhores. Ensinam os outros, mas aprendem uns com os outros. Sabem ouvir e escutar, o que cada vez e mais difícil. Mais difícil ainda e não julgar os outros e os que estão atrás desse portão não o fazem. São verdadeiras super-pessoas. Esses portões estão espalhados pelo mundo, dispostos a abrir portas para quem quiser entrar. Aprendem a lidar com cada um, aceitam diferenças porque para eles e para mim somos todos iguais. Puxam uns pelos outros na caminhada que e a vida, nocturna ou diária. Ajudam a perder medos, ganhar confianças e desenvolver capacidades. Enaltecem qualidades e defeitos ajudam a melhorá-los. Esta sim e uma filosofia a seguir.

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